segunda-feira, 30 de novembro de 2009

300 km/h




Sim, eu estava hoje ouvindo Autoramas. Depois de apagar, acidentalmente, todas as minhas músicas e fazer um update do computador do Gui, agora tenho músicas novas para deliciar-me. Beatles, Rolling Stones, Beck...Autoramas (rs).

Fiz muitos trabalhos hoje e sei que amanhã será a mesma coisa. À essa hora da noite, tudo já começa a embaralhar para mim, que acordo às 6 da matina para meu árduo trabalho com os pentelhos, digo, crianças. Não que eu não goste de crianças, muito pelo contrário. Eu adoro crianças, fazer coisas para crianças... Mas odeio aguentar falta de educação e cinismo alheios.

Porém, voltando ao assunto, agora consigo fazer tudo que eu preciso, finalmente, sem entrar em pânico. Foi ótimo para mim, por exemplo, ir ao shopping e não passar mal - sim, eu tenho crises de pânico em lugares assim, ou melhor, eu tinha, porque agora, finalmente sou uma pessoa normal - ou quase.

O meu segredo? Doses diárias de sertralina. Sim, o meu remedinho cura-tudo. Foram meses indo à médicos, sem diagnósticos concretos. Meses me dizendo que eu nada tinha. Até que fui ao médico certo: o psiquiatra. Descobri que tenho sindrome do pânico, legal né? rsrs.

Mas agora as coisas estão voltando aos eixos - tanto que voltei até a escrever- e em breve volto a filosofar como sempre. Agora vou voltar às minhas fotografias...

domingo, 15 de novembro de 2009

Descanso


Olá leitores do meu blog! Voltei, finalmente, às minhas postagens, que já não fazia há muito tempo. Bem, o tempo anda muito curto para mim, ultimamente só penso em trabalho e faculdade, não tempo nem vontade de fazer outra coisa senão colocar as pernas para cima e dizer "boa noite".

Mas cá entre nós, nada como entrar nesse clima de Natal-Férias que vem chegando e começar a preparar as malas para a viagem. Pensar em tudo que se deve levar, nos passeios que irá fazer...pensar nas lembrancinhas para trazer, nas festas de fim de ano...E esquecer o estresse do trabalho, crianças pedindo tudo ao mesmo tempo, professores que querem milhões de trabalhos para ontem.

Sumir do mapa por alguns dias, sentir a brisa leve e a maresia que enebriam, sonhar...E guardar mil recordações, fotos, sons, cheiros para o ano todo manter viva a lembrança de dias quentes e felizes.

Por isso, sigo em frente e levo cada dia do meu ano, mesmo que para isso deva me equilibrar na corda bamba, afinal, ao fim, irei me regozijar em meu paraíso particular - mesmo que por apenas alguns dias...

domingo, 7 de junho de 2009

Frias noites de inverno






Frias noites de inverno, em que o tempo corre sem ao menos sentir. Em que me pego cochilando em meio a sonhos que se misturam com a realidade. Em que me desfaço em uma xícara de café quente e amorno meu âmago. Frias noites de inverno...

Não é fácil acordar cedo, manter uma rotina. Mas estou aprendendo. No começo tudo dói, sim, mas o tempo apaga as feridas. O tempo passa muitas vezes rápido, muitas vezes lentamente. Não me importo mais com isso. Se consegui alcançar a paz interior? Não sei, isso não me interessa.

Me interesso por saber se poderei acordar no dia seguinte e sentir a brisa fresca da manhã a roçar meu rosto, se poderei ver pássaros a cantarolar em àrvores, se poderei provar mais alguma delícia gastronômica ou ver alguém que gostaria muito de encontrar. Aprendi a dar valor às pequenas coisas e não ficar esperando demais do futuro - ele cuida-se sozinho.

Não há por que se desgastar com probleminhas alheios, não deveríamos nunca nos importar com coisas pequenas. Até porque elas se tornam enormes devido à importância que damos a elas. Nada é mais importante do que preservar aquilo que nos traz felicidade, e isso nunca deixará que os problemas se tornem monstros a nos assombrar.

Já diziam que amigos são tesouros. Hoje sei que realmente o são. Cada um com sua própria riqueza de ser. Cada um com um talento a oferecer. Basta não deixar que se percam em meio ao caminho.

Noites frias de inverno me deixam entorpecida em meio aos meus próprios pensamentos. E me fazem escrever coisas como estas, regadas ao meu novo vício - a cafeína. 


terça-feira, 26 de maio de 2009

Agitado



Hoje acordei me sentindo feliz, e logo percebi que haveria algum motivo para tal sentimento. Acredito que muitas vezes conseguimos captar notícias no ar, como se elas entrassem por nossas narinas e chegassem até nosso cérebro, ativando algo em nosso espírito. Pois bem, assim o aconteceu.

Fazendo meu chá matinal, fui até meu computador e, mais uma vez, consultei o Diário Oficial. E eis que estava lá, meu nome, finalmente publicado. Agora sou funcionária pública. Confesso que fiquei em pânico.

Muitas vezes não paramos para perceber a importância das coisas. Eu mesma, queria tanto começar logo a trabalhar, me sentir útil, sair de casa...Mas nesse momento, foi como se tudo parasse, como se eu percebesse que agora terei muitas responsabilidades, muitas tarefas a cumprir. Me senti como uma criança que descobre que terá que enfrentar um mundo novo, e se sente amedrontada.

Entretanto aí é que se encontra o desafio. E como eu sempre digo, viver é entusiasmante porque sempre existem desafios. Como um game, você deve enfrentar as fases e passá-las, sempre vencedor (apesar de muitas vezes fracassar e ter de repetí-las até conseguir chegar ao fim).
Dessa forma, me recompus. Tomei meu chá, li o jornal e tentei não pensar que logo terei que acordar cedo, fazer vários trabalhos...Tentei pensar em minha câmera, numa linda paisagem, e eu lá, registrando tudo...Ajuda, pode acreditar! E assim, sigo em frente por este meu dia agitado.

Agradeço desde já a todos que lêem meu blog, me sinto muito feliz em saber que perdem seu tempo comigo (isso foi uma brincadeira, ok?). Agora me despeço, pois tenho muito a fazer. Até o próximo post!


sábado, 9 de maio de 2009

Singelo




Mais uma semana se vai e eu estou aqui, sempre igual, sempre na mesmice. Ou não, como aprendi a sempre dizer. Fiz mais coisas do que imaginava, parece que tudo agora há de tomar um rumo, assim espero.

Comecei a desenvolver alguns projetos legais. Já tenho algumas idéias para meu TCC. Vou participar de um concurso de embalagens. Vou finalmente compar meu equipamento fotográfico profissional. Quanta felicidade não? Não sei. Pode ser que ainda me sinta vazia da mesma forma, apesar das coisas parecerem, por um instante, me completarem.

Muitas vezes o que procuramos está em nós mesmos - já sabemos isso de cor e salteado. Mas o que realmente procuramos? Paz? Sabedoria? Amor? Como saber onde procurar se nem ao menos sabemos o que queremos nessa erma vida?

Alguns questionamentos muitas vezes são necessários para nossa evolução como ser humano. São necessários para que saibamos o que realmente nos importa e para descartar aquilo que é como um lixo em nossas mentes. Serve ainda para que saibamos onde queremos chegar, o que e quem devemos conhecer, a quem devemos amar...para tantas coisas que jamais poderia enumerar num singelo post.

Me despeço pois vou fazer uns ensaios. Até algum dia desses.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Distâncias




Acredito que nunca andei tão pensativa como ultimamente. É como se o tempo fosse me amadurecendo, como se me sentisse mais experiente em relação às coisas da vida. Não que me sinta uma velha, nem mesmo a pessoa mais sábia desse mundo, longe disso. Apenas sinto que estou mais preparada para enfrentar as situações mais adversas. Me sinto mais inteligente, mais rápida. Não, este não é um post sobre mim e nem para que eu me gabe da vida, estes foram apenas alguns comentários de minha situação atual.

Hoje estive conversando com minha amiga de muito tempo. Há anos não nos vemos, sentimos saudades uma da outra, mas sabemos que se voltássemos a nos ver, já não seria como antes. É como se a distância nos fizesse bem, como se dela dependesse a vontade de nos comunicarmos, de nos vermos. Estranho? Não sei. Na minha opinião, muitas vezes a distância ajuda.

No entando existem casos contrários, em que a distância só prejudica. Isso pode ser facilmente notado entre casais extremamente apaixonados que, por alguma razão, tem que viver longe um do outro. A paixão pode durar um tempo, no entanto, com o passar dos dias, lá se vai ela. A pessoa acaba por se acostumar com a solidão diária, já não há mais a necessidade de ter alguém para esperar.

É...A vida nos dá experiências agradáveis e desagradáveis em todos os sentidos. O que nos resta é viver, passar por tudo e continuar sempre em frente.

Ou não...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Paixonites




Estive estes dias conversando com vários amigos. Engraçado como todos se encontram com problemas de paixonite. As pessoas parecem gostar de sofrer, às vezes. Mas que é engraçado, isso é.


Não sei se é a estação (se bem que estamos no outono), não sei se é a época...Todos estão meio que procurando um par. Deve ser porque o inverno vem chegando e todos querem um cobertor de orelha...ou alguém pra pegar numa noite fria e ficar abraçando, curtindo o calor...Não sei, não sou especialista em assuntos do coração.


O fato é que muitos ficam sofrendo de amores por pessoas que muitas vezes não os retribuem. É triste ver um coração partido. É triste não ter chão para pisar, ficar andando em ovos, sem saber se as coisas vão dar certo ou não. Mas esse é justamente o risco que se corre e o grande motivo pelo qual a pessoa se apaixona. Esse é o motivo que faz com que o começo seja excitante, ao mesmo tempo que horripilante. Como um carrinho de montanha russa, que começa a subir para dar o primeiro looping.


Ah, a paixonite...engraçado também é divagar sobre esse assunto...Eo mais engraçado é descobrir que ela volta, mesmo quando se está há algum tempo com a mesma pessoa. Ela vem com o vento. E traz flores, traz sabores, traz emoções. Torna corações novamente apaixonados, deixa o mundo melhor. Mesmo que só por um breve instante...