domingo, 7 de junho de 2009

Frias noites de inverno






Frias noites de inverno, em que o tempo corre sem ao menos sentir. Em que me pego cochilando em meio a sonhos que se misturam com a realidade. Em que me desfaço em uma xícara de café quente e amorno meu âmago. Frias noites de inverno...

Não é fácil acordar cedo, manter uma rotina. Mas estou aprendendo. No começo tudo dói, sim, mas o tempo apaga as feridas. O tempo passa muitas vezes rápido, muitas vezes lentamente. Não me importo mais com isso. Se consegui alcançar a paz interior? Não sei, isso não me interessa.

Me interesso por saber se poderei acordar no dia seguinte e sentir a brisa fresca da manhã a roçar meu rosto, se poderei ver pássaros a cantarolar em àrvores, se poderei provar mais alguma delícia gastronômica ou ver alguém que gostaria muito de encontrar. Aprendi a dar valor às pequenas coisas e não ficar esperando demais do futuro - ele cuida-se sozinho.

Não há por que se desgastar com probleminhas alheios, não deveríamos nunca nos importar com coisas pequenas. Até porque elas se tornam enormes devido à importância que damos a elas. Nada é mais importante do que preservar aquilo que nos traz felicidade, e isso nunca deixará que os problemas se tornem monstros a nos assombrar.

Já diziam que amigos são tesouros. Hoje sei que realmente o são. Cada um com sua própria riqueza de ser. Cada um com um talento a oferecer. Basta não deixar que se percam em meio ao caminho.

Noites frias de inverno me deixam entorpecida em meio aos meus próprios pensamentos. E me fazem escrever coisas como estas, regadas ao meu novo vício - a cafeína. 


terça-feira, 26 de maio de 2009

Agitado



Hoje acordei me sentindo feliz, e logo percebi que haveria algum motivo para tal sentimento. Acredito que muitas vezes conseguimos captar notícias no ar, como se elas entrassem por nossas narinas e chegassem até nosso cérebro, ativando algo em nosso espírito. Pois bem, assim o aconteceu.

Fazendo meu chá matinal, fui até meu computador e, mais uma vez, consultei o Diário Oficial. E eis que estava lá, meu nome, finalmente publicado. Agora sou funcionária pública. Confesso que fiquei em pânico.

Muitas vezes não paramos para perceber a importância das coisas. Eu mesma, queria tanto começar logo a trabalhar, me sentir útil, sair de casa...Mas nesse momento, foi como se tudo parasse, como se eu percebesse que agora terei muitas responsabilidades, muitas tarefas a cumprir. Me senti como uma criança que descobre que terá que enfrentar um mundo novo, e se sente amedrontada.

Entretanto aí é que se encontra o desafio. E como eu sempre digo, viver é entusiasmante porque sempre existem desafios. Como um game, você deve enfrentar as fases e passá-las, sempre vencedor (apesar de muitas vezes fracassar e ter de repetí-las até conseguir chegar ao fim).
Dessa forma, me recompus. Tomei meu chá, li o jornal e tentei não pensar que logo terei que acordar cedo, fazer vários trabalhos...Tentei pensar em minha câmera, numa linda paisagem, e eu lá, registrando tudo...Ajuda, pode acreditar! E assim, sigo em frente por este meu dia agitado.

Agradeço desde já a todos que lêem meu blog, me sinto muito feliz em saber que perdem seu tempo comigo (isso foi uma brincadeira, ok?). Agora me despeço, pois tenho muito a fazer. Até o próximo post!


sábado, 9 de maio de 2009

Singelo




Mais uma semana se vai e eu estou aqui, sempre igual, sempre na mesmice. Ou não, como aprendi a sempre dizer. Fiz mais coisas do que imaginava, parece que tudo agora há de tomar um rumo, assim espero.

Comecei a desenvolver alguns projetos legais. Já tenho algumas idéias para meu TCC. Vou participar de um concurso de embalagens. Vou finalmente compar meu equipamento fotográfico profissional. Quanta felicidade não? Não sei. Pode ser que ainda me sinta vazia da mesma forma, apesar das coisas parecerem, por um instante, me completarem.

Muitas vezes o que procuramos está em nós mesmos - já sabemos isso de cor e salteado. Mas o que realmente procuramos? Paz? Sabedoria? Amor? Como saber onde procurar se nem ao menos sabemos o que queremos nessa erma vida?

Alguns questionamentos muitas vezes são necessários para nossa evolução como ser humano. São necessários para que saibamos o que realmente nos importa e para descartar aquilo que é como um lixo em nossas mentes. Serve ainda para que saibamos onde queremos chegar, o que e quem devemos conhecer, a quem devemos amar...para tantas coisas que jamais poderia enumerar num singelo post.

Me despeço pois vou fazer uns ensaios. Até algum dia desses.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Distâncias




Acredito que nunca andei tão pensativa como ultimamente. É como se o tempo fosse me amadurecendo, como se me sentisse mais experiente em relação às coisas da vida. Não que me sinta uma velha, nem mesmo a pessoa mais sábia desse mundo, longe disso. Apenas sinto que estou mais preparada para enfrentar as situações mais adversas. Me sinto mais inteligente, mais rápida. Não, este não é um post sobre mim e nem para que eu me gabe da vida, estes foram apenas alguns comentários de minha situação atual.

Hoje estive conversando com minha amiga de muito tempo. Há anos não nos vemos, sentimos saudades uma da outra, mas sabemos que se voltássemos a nos ver, já não seria como antes. É como se a distância nos fizesse bem, como se dela dependesse a vontade de nos comunicarmos, de nos vermos. Estranho? Não sei. Na minha opinião, muitas vezes a distância ajuda.

No entando existem casos contrários, em que a distância só prejudica. Isso pode ser facilmente notado entre casais extremamente apaixonados que, por alguma razão, tem que viver longe um do outro. A paixão pode durar um tempo, no entanto, com o passar dos dias, lá se vai ela. A pessoa acaba por se acostumar com a solidão diária, já não há mais a necessidade de ter alguém para esperar.

É...A vida nos dá experiências agradáveis e desagradáveis em todos os sentidos. O que nos resta é viver, passar por tudo e continuar sempre em frente.

Ou não...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Paixonites




Estive estes dias conversando com vários amigos. Engraçado como todos se encontram com problemas de paixonite. As pessoas parecem gostar de sofrer, às vezes. Mas que é engraçado, isso é.


Não sei se é a estação (se bem que estamos no outono), não sei se é a época...Todos estão meio que procurando um par. Deve ser porque o inverno vem chegando e todos querem um cobertor de orelha...ou alguém pra pegar numa noite fria e ficar abraçando, curtindo o calor...Não sei, não sou especialista em assuntos do coração.


O fato é que muitos ficam sofrendo de amores por pessoas que muitas vezes não os retribuem. É triste ver um coração partido. É triste não ter chão para pisar, ficar andando em ovos, sem saber se as coisas vão dar certo ou não. Mas esse é justamente o risco que se corre e o grande motivo pelo qual a pessoa se apaixona. Esse é o motivo que faz com que o começo seja excitante, ao mesmo tempo que horripilante. Como um carrinho de montanha russa, que começa a subir para dar o primeiro looping.


Ah, a paixonite...engraçado também é divagar sobre esse assunto...Eo mais engraçado é descobrir que ela volta, mesmo quando se está há algum tempo com a mesma pessoa. Ela vem com o vento. E traz flores, traz sabores, traz emoções. Torna corações novamente apaixonados, deixa o mundo melhor. Mesmo que só por um breve instante...

sábado, 11 de abril de 2009

Refletindo




Hoje resolvi que iria postar novemente aqui no blog. Afinal ele anda meio esquecido em meio a toda minha correria diária. E de vez em quando nos faz bem escrever um pouco, não é mesmo?

Tenho refletido bastante nos últimos tempos. Não só sobre a vida e sobre os problemas, mas sobre muitos significados de coisas que às vezes nem presto atenção. Um exemplo? Como podemos ser egoístas.

Me pego muitas vezes fazendo planos e contando com coisas e pessoas sem ao menos consultá-las. Isso é uma grande falta de responsabilidade de minha parte. E uma prova do quanto nós humanos ainda somos egoistas.

No entanto o que me conforta é que a consciência, em alguns casos, vem a tempo. O meu foi um desses. Confesso que quando me dei conta, desabei. Chorei, me senti culpada. Mas agora me recuperei e me sinto muito mais renovada. Já não tento fugir dos meus problemas.

Estive também, durante este tempo, lendo alguns livros de Vilém Flusser. Indico para todos que querem um novo sentido e um novo modo de olhar para o mundo. Flusser consegue penetrar no fundo de nossa consciência e nos fazer pensar realmente no que somos, fazemos, pensamos...

E agora me despeço. Sei que este não foi um dos melhores posts, mas serve para deixar o blog atualizado e dar um leve panorama de meu cotidiano para quem quiser vir a lê-lo. Desejo uma feliz páscoa a todos. E olha que o chocolate engorda heim!

quarta-feira, 18 de março de 2009

La Vie en Rose




Mais uma vez posto sem muito a dizer. Apenas por postar, talvez. No entanto sempre há algo, então tento dizer. Tento...


Conhecer pessoas é algo um tanto curioso. Acho engraçado quando volto para a aula e vejo faces novas, muitas ainda vazias, imaculadas. Pessoas que ainda não sabem como é a vida, que são praticamente recém - nascidos nessa sociedade, muitas vezes cruel, na qual vivemos. Mas é engraçado...É engraçado ver como se portam, como agem, como se vestem, como falam. Tudo parece novo, lindo. Yeah, it´s beutiful.


Penso como estarão dentro de alguns anos. Serão pessoas fúteis? Serão como a grande maioria, vazios? Ou conseguirão, como já dizia Jostein Gaarder, subir até o final dos pelos do coelho? Será que eu mesma, olhando criticamente estas pessoas, não me firmo como a mais turrona e incorrigível delas? Não sei. Isso, sinceramente, nunca saberei responder.


Tento muitas vezes olhar para outros a fim de não pensar em mim mesma. Meu modo de fuga? Sim, podemos considerar. Nada como encontrar alguém para observar. Muito melhor que fechar um mundinho próprio, não?


Termino este post por aqui, antes que ele se torne uma sessão de terapia. Pense também que não sou uma pessoa com tendências depressivas, mesmo que muitas delas deixem-se trasparecer. Pense que sou um tipo de sombra, que apenas observa (e por que não?) retrata.