
Não é fácil acordar cedo, manter uma rotina. Mas estou aprendendo. No começo tudo dói, sim, mas o tempo apaga as feridas. O tempo passa muitas vezes rápido, muitas vezes lentamente. Não me importo mais com isso. Se consegui alcançar a paz interior? Não sei, isso não me interessa.
Me interesso por saber se poderei acordar no dia seguinte e sentir a brisa fresca da manhã a roçar meu rosto, se poderei ver pássaros a cantarolar em àrvores, se poderei provar mais alguma delícia gastronômica ou ver alguém que gostaria muito de encontrar. Aprendi a dar valor às pequenas coisas e não ficar esperando demais do futuro - ele cuida-se sozinho.
Não há por que se desgastar com probleminhas alheios, não deveríamos nunca nos importar com coisas pequenas. Até porque elas se tornam enormes devido à importância que damos a elas. Nada é mais importante do que preservar aquilo que nos traz felicidade, e isso nunca deixará que os problemas se tornem monstros a nos assombrar.
Já diziam que amigos são tesouros. Hoje sei que realmente o são. Cada um com sua própria riqueza de ser. Cada um com um talento a oferecer. Basta não deixar que se percam em meio ao caminho.
Noites frias de inverno me deixam entorpecida em meio aos meus próprios pensamentos. E me fazem escrever coisas como estas, regadas ao meu novo vício - a cafeína.
