domingo, 18 de maio de 2008

As flores da Unesp continuam lindas




Tivemos que gravar um clipe para o trabalho de semiótica que nosso querido professor propôs. Uma animação. E como somos muito desanimados, resolvemos fazer um clipe que dá mais vida à simples desenhinhos se mexendo. E lá fomos nós.

Escolhida a música - Anyone Else But You - escolhemos os atores (no caso eu e o Antonio, que segundo o resto do grupo, eram os mais "descoladinhos") e fomos à mata unespiana em nossa jornada à busca da paisagem perfeita.

Enquanto estávamos lá, fiquei observando. Procuramos as paisagens que fossem o mais bucólicas possivel, afinal a música é toda surreal com o único objetivo de dizer o quanto um casal, apesar de tudo, só pensa um no outro. E essas paisagens realmente me lembram esse tipo de coisa.

E eu ouvia Keane. Fui ficando um tanto quanto sentimental, confesso. Mas uma coisa é verdade, a flores da Unesp continuam lindas. E lá florescem não só as pequenas e coloridas, mas todo tipo de flor. E todo tipo de sentimento que se deixe embalar por um belo enquadramento.

Percebi que uma coisa é mesmo verdade. De todos os casados que conheço, a maioria se conheceu na faculdade. Depois de muitas festinhas, bebedeiras e tentativas frustradas, eles finalmente encontraram aquilo que tanto procuravam. E deixaram que algo florescesse e durasse até hoje.

Porém, será que isso ainda acontece? No tempo dos nossos pais, o romantismo ainda existia, tudo era mais bem visto e as pessoas ainda acreditavam em sentimentos verdadeiramente recíprocos. Mas, e hoje? Existe isso ainda? Existem aqueles que não pensam que a vida universitária é passageira e procuram algo mais do que se afundar em livros ou apenas cair na balada? Não sei. Tenho esperanças que nem todos sejam iguais. E de que o amor não tenha se tornado kitsch.

Por mais estranho que seja, pode existir alguém que pense diferente. Pode existir alguém qu ainda tenha concietos até então escondidos dentro de si, mas que deixe florescer belas idéias. E isso pode acontecer nesse meio, por que não?

Uma coisa ainda é certa. As flores da Unesp continuam lindas. E vão florescer por muito tempo, sendo eternas enquanto a estação durar.

E a virada cultural....





Depois de muito tempo sem postar, consegui finalmente achar um espacinho em minha atribulada agenda para escrever aqui. Quero agradecer as visitas, mesmo que inconstantes e pelos comentários.

Fui ontem à virada cultural paulista, assistir aos espetáculos prometidos pela secretaria de cultura. Confesso que me supreedi com a organização do evento, não havia nenhum motivo de preocupação tanto dos espectadores quanto dos artistas que se apresentaram.

Fiquei também muito feliz em ver ma das minhas bandas preferidas tão de perto, mais uma vez Cachorro Grande arrasou. E eu sabia bem mais do que imaginava sobre as músicas deles. Nem eu entendo esses relances de mente que temos quando presenciamos algo que muito esperávamos.

Uma novidade que muito me agradou foi o show de Mariana Aydar. Confesso que não sou apreciadora de mpb, mas o show dela foi realmente interessante. O modo fluido como a voz dela nos embala e carrega a lugares até então desconhecidos é encantador. Espero poder vê-la novamente um dia. Realmente vale a pena.

E agora volto a minha vida de estudante atribulada. Pelo menos dei um suspiro de enrgia nessa virada. E que venha o N agora. Em breve, temas manauaras. Ou não...