sábado, 26 de abril de 2008

Beleza e idade




Ando extremamente ocupada ultimamente. Mal consigo me sentar em frente ao computador para postar algo aqui. Mas me valeu de alguma coisa. Novidades, muitas novidades!

Comecei a ler um livro, de Jonathan Swift, Modesta Proposição. Apesar da publicação ser do século XVIII esse livro realmente traz idéias muito macabras porém verdadeiras. É o famoso sad but true. Criancinhas morrendo de fome e mães que são exploradas por uma sociedade capitalista selvagem - tudo que ainda temos hoje.

Sei que não sou a melhor pessoa para falar disso, mas o livro realmente faz pensar, por isso, indico para quem gosta de críticas a sociedade e politica, com um sarcasmo delicioso. Estou praticamente devorando um livro, que eu jamais imaginei um dia ler.

Também estive lendo o site da Patricya Travassos. Nossa, ela é realmente fantástica! Tratar dos medos e horrores femininos não é fácil e ela domina esse tipo de assunto com uma maestria incrível! Agora quero até ler o livro de crônicas que ela publica mensalmente na Marie Claire.

Uma das histórias que mais me marcou foi a da cinquentona que, após uma entrevista para a TV, se vê realmente como é, e passa a dar um Up em sua vida, recheando-a de plásticas e tratamentos de beleza, para comemorar os anos ao contrário, na contagem regressiva.

Sou totalmente a favor do bem estar. Se uma mulher se sente bem com plásticas, botox, cremes antiidade, por que criticá-la? Ela está satisfeita consigo mesma, está feliz, tem mais é que se cuidar mesmo. E duvido que os homens não agradeçam!

Afinal, não estamos mais no tempo de Swift, hoje nós mulheres somos livres. Até mesmo para tirar uma com as mais preocupadas com a beleza física. E todas temos nosso porquês para tanto.

domingo, 20 de abril de 2008

Casamentos e Confissões




Fui ao casamento de uma prima neste fim de semana e confesso, fiquei muito sentimental. Não entendi também o porque disso, mas fiquei. O modo como duas pessoas juram eterno amor perante uma multidão me deixou realmente comovida.

Não sou uma pessoa que fica imaginando o dia de seu casamento. Até porque acho que nunca me casarei. Não tenho paciência para aguardar uma cerimônia toda, fazer uma enorme festa (que com certeza será criticada, apesar dos cuidados com os mínimos detalhes) e viajar por alguns meses em lua de mel para depois encarar novamente a vida corrida.

No entanto, ver a cerimônia e prestar, ao menos dessa vez, atenção ao que o padre falava foi meio estranho. Produziu em mim um efeito até então não experimentado: o de me imaginar fazendo aquilo. De me imaginar prometendo a algéum que o amarei pelo resto de minha vida e estarei ao seu lado em todos os momentos. Deve ser estranho quando um casamento acaba. Acho que essas idéias devem perturbar a mente por um bom tempo quando a união não dá certo. E nesse momento percebi como aquilo era mais profundo até do que eu imaginava. Como pode representar toda uma história, toda uma nova vida que vai (ou não) se formar. Como aquilo pode ser ao mesmo tempo um momento de imensa felicidade e um possivel lembraça dolorosa.

Ainda estou meio chocada com o que me aconteceu. Não, eu não esperava isso. Até porque fazia muito tempo que eu não ia a uma cerimônia desse tipo, e minha aversão a elas era tão grande que eu nem estava a fim de dar a minima ao que iriam dizer, estava mais é pensando no bolo com sorvete que me aguardava depois...

Hoje, confesso ainda, penso que meus conceitos podem estar mudando. Será a idade? Não sei. Serão os acontecimenos? Não sei também. Sei, contudo, que foi algo novo e que eu espero poder repetir a dose nostálgica de que provei...mais uma vez.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

E quando é a hora?




Muitas vezes eu já tive uma dúvida que, para mim, pareceu um tanto cruel, ainda mais porque envolvia outra pessoa. Dúvida essa que pode acabar com a confiança de uma pessoa para outra, ou até mesmo com todo um relacionamento.


Sim, a tal dúvida é bem simples, muitos a responderiam em segundos. Mas pare e pense, ela é bem mais profunda do que parece. Parando de fazer suspense, ela é a seguinte: Qual a hora certa para se dizer 'eu te amo'?


Pode ser que me respondam, oras, quando você achar que é hora. Mas quando é essa hora?É cedo? É só depois de muito tempo?Vai saber...E isso sempre me preocupou. Muitas vezes deixei de dizer essas preciosas palavras por medo do que fosse cedo e já me arrependi por tê-las dito cedo demais e não ter ganho credibilidade.


Confesso que prefiro que me digam para que eu responda do que eu mesma dizer. Parece coisa de pessoa mimada, mas não, é um bloqueio mesmo. Algo muito complexo, parece até mesmo não ter explicação.


E por enquanto ainda é cedo para pensar nisso. Ou não. Bem, deixe as coisas fluirem, e veremos no que dá tudo isso.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sobre a Amy




Comecei a ouvir hoje o cd da Amy Winehouse que puxei despretenciosamente de um site de downloads. Me impressionaei com a forma como ela canta, principalmente em Tears Dry on Their Own, parecia até que ela estava dando uma lição de moral. Sem contar na letra, que fala tudo que muitos precisam ouvir - pare de ficar chorando por quem não merece, esqueça esses problemas e não deixe que lágrimas molhem novamente suas faces. Nossa, isso realmente me impressionou.


Acabei ouvindo a música mais uma vez. Ela me fez pensar e eu achei isso interessante, ainda mais porque a Amy não é nenhum exemplo de vida. Como ela pode fazer isso? Posso estar apenas fazendo tempestade em copo d´água, como já classificaram os textos do meu blog, mas é uma coisa a se parar e falar: 'Jesus!'.


Será que a Ailin ouve Amy Winehouse para escrever? Não sei, mas senti como se ela também me passasse o ar de mulher observadora que a Ailin me passa. Um misto de segurança e disconfiança, de ternura e raiva, não sei, uma eterna antítese que as torna mulheres admiráveis.


Acho que vou mudar meus conceitos sobre a Amy. Ela pode até ser uma má pessoa, mas suas músicas são boas, confesso. E se for ela mesma quem escreve as letras, vou até dar uma estrelinha a mais no meu tracklist.


Odeio ficar assim meio sentimental, mas é inevitável. E vou ouvir de novo o cd da Amy. Quem sabe assim eu não curto mais minha rehab?


sábado, 12 de abril de 2008

Chanel e as Sacolinhas




Há algum tempo estou super ocupada, por isso peço desculpas aos leitores deste blog pelo atraso nas postagens. Tentarei ser mais ágil e publicar todos os dias, como antigamente.


Ultimamente tenho visto as coisas de forma diferente e isso vem me deixando muito feliz. Acredito que felicidade atrai felicidade e é por esse motivo que muitas coisas realmente dão certo. E a felicidade é algo tão fácil de brotar, não sei como muitas pessoas se consideram infelizes.


Andei também percebendo um outra coisa, um tanto nada a ver. Como é que as pessoas comuns, trabalhadoras, andam por aí portando sacolinhas de grifes e marcas famosas? Comecei a notar isso indo para a faculdade, todos os dias, pois é hora em que sento-me no banco do onibus e me ponho a observar a vida alheia com muito afinco.


Percebi que muitos ícones, principalmente da moda, se fazem presentes em sacolas, como Cavalera, Dzarm, Osklen, Opera Rock e (pasmem) até mesmo Louis Vuitton e Chanel. E o mais estranho é que são carregadas por pessoas comuns, provavelmente trabalhadores da classe baixa, que ao menos devem conhecer ou saber do que se trata a arte que enfeita suas sacolinhas.


Na minha opinião isso mostra como as classes mais baixas não têm acesso as informações. Como têm de aceitar o que as classes altas rejeitam. Mas ao mesmo tempo me faz pensar que estas pessoas aceitam a arte, que a reconhecem mais até do que muitos entendidos, e que a divulgam, mesmo que inconscientemente.


No entanto, acredito que esta é uma coisa que eu nem devia observar. Talvez as pessoas tenham se sentido invadidas intimamente quando perceberam que eu reparava em suas sacolinhas, não sei. Tentei parar, eu confesso, mas foi em vão. Estou tentando agora me distrair ouvindo músicas em meu MP3, mas continuo a observar uma sacolinha da Raya de Goeye que não pára de balançar na mão de uma senhora à minha frente. Que paranóico!

Deve ser por isso que concordo com a frase da imortal Mademoiselle Gabrielle Chanel:"Sou a última do meu gênero. Não terei sucessores. Espero apenas que o meu exemplo não seja esquecido muito depressa". É, do jeito que sua popularidade anda alta nas sacolinhas, não será mesmo.


segunda-feira, 7 de abril de 2008

E o N Design...





Depois de alguns dias enroladíssima, consegui novamente um tempinho para escrever. Não vou consegui esconder que estou extremamente animada coma viagem que farei no próximo mês à Manaus, para participar do N Design, encontro dos estudantes de design do Brasil. É uma oportunidade única de conhecer um lugar que jamais imaginaria (não porque eu tenha algo contra as pessoas, o que não me atrai são os insetos e o mato), ainda em um evento que eu nunca fui (até agora).


É incrível como as coisas parecem dar muito certo de uma hora para outra. Quando você passa muito tempo preso à idéias ruins sobre tudo e todos, a pensamentos negativos, parece que as coisas só tendem a piorar. Mas, a partir do momento que algo te anima e você parece empolgar-se com tudo, tudo vai dando certo.


Muitas me sinto horrivel e já passei meses mal, achando que tudo não tinha mais sentido e que estava tudo perdido. Engano meu. De repente parecia que tudo estava dando certo demais: estágio, iniciação científica, estampas das camisetas, e agora o N....não que esse post seja para minha comemoração, mas poxa, como as coisas dão certo...parece até mágico!


Então, por enquanto, estou curtindo minha maré de sorte. Quem sabe ela não aumenta? Sempre torço pelo melhor!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Viagens românticas



Numa das minhas muitas conversas com minha amiga Vivi, percebo que ela, contente demais, vem me dizer que vai para Campos do Jordão com o namorado. Achei isso muito fofo, afinal eles se gostam tanto e já namoram a tanto tempo que merecem mesmo um presentinho desses. Depois conversando com o Gui ele me diz a mesma coisa, seus pais vão para Campos do Jordão nas férias, curtir um ao outro.


Então, eu fiquei pensando, será que os moradores dessas cidadelas frias e turíscas não enjoam de tantos casais? Sim, deve ser muito clima de love is in the air, tão meloso que chega a escorrer. Fico imaginando que lá eles devem até estar meio cansados ver tanto esse mundinho cor de rosa.

No entanto, até eu, é claro, queria ir pra lá. Frio, chocolate quente com conhaque, fondue (não, eu não sou uma gordinha) e é claro, boa companhia - precisa de mais alguma coisa? Ah sim, e um bom cobertor para uma noite bem dormida. Perfeito. Melhor que isso só as Serras Gaúchas, Buenos Aires e Paris (todos roteiros românticos).

Talvez as pessoas, com todas essas regalias esqueçam seus problemas e entrem também no clima cor de rosa da cidade. Pelo menos me pareceram muito felizes. E mais felizes são os turistas que vivem uma semi lua- de-mel.

Vive l´amour.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sobre a solteirisse


Estive lendo o blog da Ailin e um texto em particular me chamou a atenção: Só as chatas são solteiras. É um texto muito divertido, que diz que existem tantas solteiras no mundo porque as mulheres estão cada vez mais chatas e exigentes. Elas querem escolher tanto e exigir tanto que os homens preferem um barzinho com os amigos do que uma mocinha enxendo o saco atrás. E concordo com ela.

Por mais que eu pregue sempre que não há nenhum mal em ser sozinho, também digo: não há nenhum mal em se estar com alguém. Há tantas coisas boas que só ocorrem quando se tem uma pessoa especial, tantos momentos memoráveis...Sim, é muito bom ter companhia.


No entanto, tento não me desesperar por isso. Aprendi que quanto mais você espera, mais se desespera e menos acaba atraindo para si. Não sei se isso é comum a todos os seres humanos, mas comigo, pelo menos, funciona dessa forma. Sim, eu procuro deixar a vida rolar, uma hora aparece.

Mas isso não quer dizer que temos que esperar as coisas caírem do céu. Temos é que viver, e intensamente. Quando a vida toma um rumo diferente, quando fica entusiasmante, coisas boas costumam acontecer. E é nesses momentos que sempre surge alguém. Por isso, tento me manter entusiasmada, animada ( por mais que isso seja difícil em algumas horas).

Sei que não sou a melhor pessoa para falar desse tipo de assunto, até porque sou extremamente tímida quando certas coisas acontecem comigo, principalmente no que se refere ao campo afetivo (leia-se, fico tímida quando percebo que estou gostando de alguém). Entretanto, pode ser que muitos que estejam lendo este texto se perguntem qual seria a melhor saída para a solteirisse aguda que nos avassala, e talvez encontrem alguma resposta. Eu, por enquanto vou tentanto ficar menos tímida.

Quem sabe, assim, não encontro logo alguém que esteja disposto a aguentar uma garotinha que pensa (e fala) demais?