
Ás vezes me pego um tanto quanto sentimental. E isso sempre acontece quando resolvo ficar acordada até mais tarde e me ponho a ouvir Norah Jones. Sua melodia delicada chega aos meus ouvidos e me faz viajar de uma forma tão mágica, que nem me percebo vagando entre todos os tipos de pensamento.
Começo a pensar por que a vida é da forma que é e por que acontecem tantas coisas para deixá-la mais ou menos agradável. Sim, porque para mim, ela é algo agradabilíssimo. Gosto de pensar na vida como uma grande teatro, onde a peça vai se desenrolando e eu estou lá, ora como espectadora, ora como diretora e até mesmo como atriz desse espetáculo tão cheio de reviravoltas.
Deve ser por essa razão que gosto tanto dos coadjuvantes. Sabe aquela pessoa que você nunca dá o mínimo valor e que de uma hora para outra passa a ser tudo o que você mais precisava? Sim, é o coadjuvante. E eu gosto de ser uma coadjuvante de outros espetáculos.Os principais perdem seu valor com o tempo. Os Coadjuvantes são caixinhas-surpresa ambulantes.
Não pense que tudo passa da mesma forma que pensamentos passam pelas nossas cabeças. Até porque existem coisas que demoram a passar e é também por causa delas que me ponho a ouvir Norah Jones até altas horas da noite e a ficar sentimental.
E não se esqueça dos coadjuvantes!

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